domingo, 22 de janeiro de 2017

Consumo de Peixe na Gravidez


Quando o assunto é peixe na gestação, as grávidas se veem entre a cruz e a espada. Por um lado precisam consumir ácidos graxos ômega para o adequado desenvolvimento do sistema nervoso do bebê (um estudo recente sugere também que o consumo de suplementos poderia proteger contra a asma), porém ao buscá-los nos peixes podem se expor ao consumo elevado de mercúrio, um metal pesado potencialmente tóxico justamente ao sistema nervoso.

Os peixes diferem muito na quantidade potencial de mercúrio que podem abrigar. O acúmulo se dá sobretudo na forma de metilmercúrio, preferencialmente no tecido gorduroso (remover a pele do peixe e consumi-lo cozido ajuda a diminuir a exposição).

Como a excreção do metal é extremamente lenta, ele tende a se acumular no topo da cadeia alimentar, tipicamente em peixes maiores, predadores. Gestantes, lactantes e crianças menores devem evitar, por este motivo, cação/tubarão, peixe-espada, marlim (agulhão), atum-patudo e cavala-verdadeira (
Scomberomorus cavalla).


Esta semana o FDA e a EPA (Environmental Protection Agency) emitiram diretrizes pormenorizadas orientando a quantidade, frequência e classificando os peixes de acordo com o risco de contaminação por mercúrio. Grávidas, lactantes e mulheres em idade fértil devem consumir duas a três porções (cada porção adulta equivale a 100g do peso cru, aproximadamente o tamanho da palma da mão) semanais dos seguintes peixes ou frutos do mar: salmão, sardinha, tilápia, bacalhau (Gadus morhua), atum (light enlatado), camarão, lula, lagosta, caranguejo, ostra dentre outros (lista completa em http://www.fda.gov/Food/FoodborneIllnessContaminants/Metals/ucm393070.htm).

Crianças devem consumir uma ou duas porções (proporcionais ao seu peso, valendo a “regra” da palma da mão) por semana, a partir dos dois anos de idade. As recomendações desta semana atualizam orientações prévias de 2014, após mais de 200 contribuições de acadêmicos, indústria, ONGs e consumidores.

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