sábado, 12 de setembro de 2015

7 Fatos Surpreendentes Para a Mulher com "Testosterona Baixa"


Enquanto os "ortomoleculares" e pseudocientistas estão cheios de certezas, a Endocrinologia (como boa ciência) continua repleta de dúvidas. Esse post é para a mulher que recebeu o infame "diagnóstico" de "testosterona baixa”.

1- Existe uma variação natural ao longo do ciclo menstrual, com pico no meio do ciclo e valores mais elevados na segunda metade do ciclo. Se o seu médico nem comentou sobre a época do ciclo em que deveria colher seus exames, suspeite

2- Há uma queda natural da testosterona a partir da terceira/quarta década, independente da menopausa.

3- Mesmo os melhores métodos de análise clínica (cromatografia líquida) apresentam variabilidade substancial dos resultados quando avaliam concentrações no intervalo feminino (bem mais baixo do que o masculino). O problema não acaba aí: boa parte da testosterona circula ligada à SHBG e à albumina, de modo que é preciso dosar também a testosterona livre/biodisponível. E ainda não terminou de novo: muito da ação da testosterona resulta de metabolismo intracelular, de modo que a simples dosagem no sangue não é um bom índice de exposição tecidual. Achou complicado? Pois saiba que a sensibilidade do receptor de hormônio masculino também varia de indivíduo para indivíduo. Desta maneira, podemos dizer que as concentrações ditas “normais” de testosterona são, de certo modo, arbitrárias.

4- Se a mulher menstrua regularmente sem anticoncepcionais, a probabilidade de que ela tenha deficiência de testosterona é quase zero

5- Embora existam evidências de que o tratamento com testosterona de fato seja eficaz para a disfunção sexual feminina, a mesma não deve ser utilizada de rotina para tratar fadiga, desânimo, sobrepeso ou depressão.

6- Embora mereça consideração, incluir testosterona ou DHEA não deve ser rotina sequer nos casos de menopausa precoce ou retirada cirúrgica de ovários.

7- Não há dados de longo prazo atestando a segurança do uso prolongado de medicações ou formulações com testosterona ou derivados em mulheres. 

Referências: 

Davis SR et al. Testosterone in women - the clinical significante. The Lancet Diabetes & Endocrinology 2015 
Wierman ME et al. Androgen Therapy in Women: a reappraisal. An Endocrine Society Clinical Practice Guideline. Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism 2014

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