domingo, 6 de maio de 2012

Nova Insulina a Caminho

Mais um post, mais uma novidade na Endocrinologia. O tema é de provocar calafrios em muita gente: insulina. 

A terapia com insulina existe há menos de 100 anos, mas já salvou incontáveis vidas de pessoas que teriam perecido precocemente caso houvessem nascido no passado. Segue evoluindo cada vez mais rápido, embora com alguns tropeços, como qualquer tecnologia (muitos lembram da rapidez com que a insulina inalatória da Pfizer entrou e saiu do mercado). 

Necessária em todos os diabéticos tipo 1 e em muitos do tipo 2, a insulina ainda traz muitos inconvenientes. Associa-se a um pequeno, mas consistente, ganho de peso. Ainda depende de agulhas, mesmo que cada vez menores, para aplicação (embora esteja começando a comercialização de insulina transdérmica sob pressão). 

Os diferentes tipos de insulina apresentam perfis distintos de hipoglicemia. Quem já sofreu um destes episódios de baixa de açúcar sabe o desespero que é. Tremor, suor frio, dor de cabeça, fome incontrolável. A descarga de adrenalina pode levar a arritmias, e nem sabemos quantos pacientes perdem a vida por hipoglicemias noturnas. 

Encontra-se em fase avançada de testes a isulina DEGLUDEC, patenteada pela Novo Nordisk. De absorção mais lenta e previsível, vem para brigar com a Lantus (insulina glargina) e a levemir (insulina detemir). 

A DEGLUDEC vem mostrando, nos estudos, absorção ainda mais lenta e concentrações mais estáveis que as insulinas no mercado. Além de reduzir o risco de hipoglicemia em 25% quado comparada à Lantus (que, por sua vez, causa bem menos oscilações que a NPH), permitiria aplicações em dias alternados em alguns pacientes.

Estamos diante de um avanço que atende às necessidade daqueles que viajam, mantêm rotinas variáveis e nem sempre se alimentam ou acordam no mesmo horário. Fica a torcida por um preço acessível e pelo desenvolvimento de outras novidades que facilitem a vida dos milhões de diabéticos.

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