sábado, 9 de julho de 2011

Gastrina: opção "caseira" para o diabetes?


Será que santo de casa não faz milagre? A gastrina é um hormônio velho conhecido (cai até no vestibular), estimulador da produção de ácido no estômago. Seus níveis sobem quando nos alimentamos ou em resposta ao uso de medicações que reduzem a acidez gástrica (ex: omeprazol).

Um hormônio mais importante para a Gastroenterologia do que para a Diabetologia, a princípio. Ao menos até 2005, quando estudos começaram a demonstrar a capacidade da gastrina de regenerar as células produtoras de insulina no pâncreas (células-beta). Depois disso, trabalhos em animais mostraram redução da glicemia quando administrado lansoprazol (que eleva a gastrina).

E não é que este veterano brilhou em um artigo publicado no Endocrinology de Maio deste ano? Os autores aplicaram gastrina em ratos submetidos à ressecção prévia de 95% do pâncreas e observaram efeitos entusiasmantes.

Além da redução da glicemia (de 436 para 280 mg/dL), comprovou-se aumento da replicação e menor degradação das células-beta. A empolgação deve ser contida diante do conhecimento de que as células-beta de ratos têm mais facilidade para se reproduzir do que as humanas. Ainda assim, fica a esperança de que este "santo de casa" ajude na cura do diabetes.

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