sábado, 30 de outubro de 2010

Qual o nexo? Qnexa rejeitado pelo FDA


Nos Estados Unidos, existe nas farmácias um remédio para emagrecer chamado fentermina, semelhante à sibutramina ou ao femproporex. Lá também é vendido um medicamento para epilepsia, o topiramato, que leva à redução do peso em algumas pessoas que o usam.

Com ambas substâncias sendo liberadas (e não é proibido prescrever as duas para um mesmo indivíduo), uma indústria resolve juntá-las e estudar a combinação para obesidade. O resultado: a maior perda de peso já conseguida com tratamento clínico. O dobro do obtido com a sibutramina, em média. No país campeão mundial de obesidade, dotado de uma nação de diabéticos e com as finanças arrebentadas pelos custos com doenças cardiovasculares. Um país motivo de piada por ser o mais gordo do mundo.

Motivo de comemoração? Expectativa? Esperança?

Sob a visão do FDA, não. O órgão que regula as vendas de medicamentos vetou a comercialização do Qnexa - nome comercial da referida combinação - nesta quinta-feira, 28 de outubro de 2010. Justifica sua decisão com preocupações em relação a efeitos colaterais que são inferiores aos de muitas drogas existentes nas farmácias.

Até quando permitiremos estes atentados à liberdade individual? Faço questão de "parabenizar" o FDA na próxima pesquisa que mostrar níveis insanos da obesidade americana - a velha notícia de sempre.

P.S.: fica a pergunta aos amigos médicos que leem o blog. Se as seguintes drogas fossem descobertas hoje, será que alguma seria aprovada pelo FDA?

1- Salbutamol 2- Metotrexate 3- Amiodarona 4- Propiltiouracil 5- AAS

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