segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Insulina Intraperitoneal



Na edição de agosto do Diabetes Care (revista internacional sobre diabetes de maior impacto) tem destaque um estudo sobre a infusão de insulina intraperitoneal. O protocolo, realizado na Holanda, incluiu 24 pacientes.
O sistema é instalado sob a pele mediante anestesia geral; o cateter se prolonga até o interior da cavidade abdominal (foto), de modo que a insulina atinge o espaço entre as vísceras abdominais - o cateter não atravessa nenhum órgão. Esta rota permite uma menor variação na absorção da insulina e maior ação desta sobre o fígado, com ajuste mais rápido da glicemia.


Comparada com a bomba de infusão tradicional (subcutânea), houve um maior controle da glicemia (11% a mais de tempo em valores normais) sem que aumentasse a ocorrência de hipoglicemias. Apesar de promissor, o próprio estudo reconhece que um fator limitante seria o preço desta bomba (se a subcutânea custa uns 12 mil reais, imagine essa...).

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