quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Cálcio não emagrece


Nos últimos anos, houve um verdadeiro “boom” na reposição de cálcio. Viu-se que grande parte dos indivíduos consome menos do que deveria e que sua reposição reduziria fraturas osteoporóticas em determinadas populações. Daí até surgirem pesquisas especulando que dieta rica em cálcio reduzia incidência de diabetes foi um pulo.

Aos poucos surgiu uma crença de que o consumo de cálcio favoreceria a perda de peso. Uma das hipóteses era de que a combinação de cálcio com gordura no intestino daria origem a sabões (isso mesmo!) inabsorvíveis. Outra aventava a possibilidade de que a baixa ingestão de cálcio facilitaria a deposição de gordura.

Um velho ditado diz que “quem só tem martelo acha que tudo que vê é prego”. O resultado de um estudo no Annals of Internal Medicine, prestigiosa revista médica internacional, confirma o dito popular. Talvez o cálcio não seja a resposta para todos os problemas endócrinos.

Foram avaliados 340 pacientes com sobrepeso ou obesidade, homens e mulheres, de 18 a 80 anos, durante 2 anos. Metade recebeu 1500mg de carbonato de cálcio por dia, em duas refeições; a outra metade recebeu placebo (cápsulas sem princípio ativo) – nenhum voluntário sabia o que tomava (o que se chama, em Medicina, de “estudo cego”, para que o cidadão não se sugestione e daí mude o comportamento sob esta influência).

Mais de 70% dos participantes foram até o fim do estudo; não houve diferença significativa entre o peso médio nos dois grupos. Provavelmente precisaremos de outra ferramenta para tratar obesidade; o cálcio não é o “martelo” que se imaginava.

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